ciclone.
Brasil

Nomes dos ciclones

No Brasil, quem batiza ciclones é a Marinha, com uma lista de nomes de origem tupi-guarani. Mas só recebem nome os sistemas tropicais e subtropicais com força de tempestade, não os extratropicais.

Atualizado em 21/10/2026Leitura: 5 min

Por que dar nome a ciclones

Nomes curtos e fáceis de lembrar ajudam a comunicar alertas com clareza. Quando há mais de um sistema ativo ao mesmo tempo, evitam confusão entre eles, além de facilitarem o registro histórico. Por isso a Organização Meteorológica Mundial (OMM) mantém listas de nomes para cada bacia oceânica.

Quem dá nome no Brasil

No Atlântico Sul, a responsabilidade é da Marinha do Brasil, por meio do Centro de Hidrografia da Marinha, na área marítima sob responsabilidade do país perante a OMM (a METAREA V). As regras são:

  • Recebem nome os ciclones tropicais e subtropicais que atingem força de tempestade, com ventos sustentados de pelo menos 35 nós (cerca de 65 km/h).
  • Um sistema que se forma fora da METAREA V e entra nela ainda sem nome também é batizado.
  • Ciclones extratropicais não recebem nome, mesmo quando são fortes ou viram ciclone bomba.
  • Os nomes são de origem tupi-guarani e usados em ordem.
Por isso a maioria não tem nome

Os ciclones que mais afetam o Brasil, como o ciclone bomba de 2020 e os ciclones de 2023 no RS, eram extratropicais e por isso não foram batizados. Nomes que circulam nas redes sociais para esses sistemas não são oficiais.

A lista atual

Em vigor desde março de 2023, a lista tem 32 nomes. Foi elaborada pela Marinha com o INMET, a Força Aérea e o CPTEC/INPE. Os nomes destacados já foram usados.

Akará2024Biguá2024Caiobá2026 EndyGuaraniIguaçúJaciKaetéMaracáOkangaPotiReriSuméTupãUpabaYbatinga AratuBuriCaiçaraEsapéGuaíItãJuruKatuMuriciOrybaPeriReiaSamburáTaubatéUruanaYtu

O próximo ciclone tropical ou subtropical a atingir força de tempestade na costa brasileira deve se chamar Endy.

A primeira lista (2011–2022)

A primeira lista oficial começou a ser usada em 2011 e se esgotou em maio de 2022, com o Yakecan:

Arani2011Bapo2015Cari2015Deni2016Eçaí2016Guará2017Iba2019Jaguar2019Kurumí2020Mani2020Oquira2020Potira2021Raoni2021Ubá2021Yakecan2022

Antes disso, sistemas como o Catarina (2004) e a tempestade tropical Anita (2010) receberam nomes informais.

Como são escolhidos os nomes dos furacões

No Atlântico Norte, o centro de furacões dos EUA (NHC) usa seis listas que se revezam: a lista de 2026 volta a ser usada em 2032. Cada lista tem 21 nomes, em ordem alfabética e alternando nomes masculinos e femininos, sem as letras Q, U, X, Y e Z.

  • Nomes aposentados: quando um furacão é tão mortal ou destrutivo que reutilizar o nome seria inadequado, a OMM retira o nome da lista e escolhe um substituto. Katrina, Maria e Ian são exemplos.
  • Quando a lista acaba: até 2020, usava-se o alfabeto grego (Alpha, Beta…), o que aconteceu só em 2005 e 2020. Desde 2021, a OMM usa uma lista suplementar de nomes.

Outras bacias têm regras próprias. No Pacífico Noroeste, por exemplo, os nomes são enviados por 14 países e territórios e incluem palavras como flores, animais e alimentos, não apenas nomes de pessoas.