Linha do tempo
Os números de vítimas e danos vêm de órgãos oficiais e da imprensa da época, e em alguns casos variam entre as fontes.
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Março de 2004 · SC e RS
Furacão Catarina
O único furacão registrado na costa brasileira. Chegou ao litoral entre Passo de Torres e Balneário Gaivota (SC) na noite de 27 para 28 de março, com ventos estimados em 155–160 km/h (equivalente a categoria 2). Deixou ao menos 3 mortos e dezenas de milhares de casas danificadas. Leia a história completa.
Furacão -
Março de 2010 · alto-mar
Anita
Tempestade tropical que se formou ao largo do Sul do Brasil. Recebeu nome informalmente, depois de sua passagem, antes de existir a lista oficial da Marinha.
Tempestade tropical -
Março de 2011 · ES
Arani
Primeiro ciclone batizado com a lista da Marinha do Brasil. O sistema trouxe chuva forte, enchentes e deslizamentos ao Espírito Santo.
Tempestade subtropical -
Março de 2019 · costa da BA
Iba
Primeira tempestade totalmente tropical a receber nome da lista brasileira, com ventos de cerca de 85 km/h. Permaneceu em alto-mar, sem danos em terra.
Tempestade tropical -
30 de junho a 1º de julho de 2020 · SC, RS e PR
Ciclone bomba de 2020
Intensificação explosiva junto à costa do Sul. Rajada recorde de 168 km/h em Siderópolis (SC), 12 mortes (10 em SC) e quase 1,9 milhão de consumidores sem energia nos três estados do Sul. Entenda o ciclone bomba.
Extratropical · bomba -
Dezembro de 2021 · ES, MG e BA
Ubá
Tempestade subtropical que se formou na costa do Sudeste. Somado ao sistema que o originou, o episódio de chuva intensa deixou 15 mortos no Espírito Santo, em Minas Gerais e na Bahia.
Tempestade subtropical -
17 a 20 de maio de 2022 · RS e Uruguai
Yakecan
Ventos de cerca de 95 km/h, ressaca no Uruguai e mais de 220 mil pessoas sem luz na Grande Porto Alegre. Deixou 2 mortos, um no Uruguai e um no Guaíba, em Porto Alegre. Em seguida, uma massa de ar polar trouxe neve à serra de SC e do PR.
Tempestade subtropical -
15 e 16 de junho de 2023 · RS
Ciclone extratropical de junho de 2023
Chuva extrema no Litoral Norte e na Região Metropolitana de Porto Alegre. Foram 16 mortes, a maioria em Caraá e Maquiné, no evento de chuva mais mortal do estado em 40 anos até então.
Extratropical -
3 a 5 de setembro de 2023 · RS
Ciclone e enchentes do Vale do Taquari
Um ciclone extratropical associado a chuva extrema provocou cheias históricas nos rios Taquari e afluentes. Pelo menos 51 mortes, concentradas em Muçum e Roca Sales, segundo a Defesa Civil do RS. Foi o desastre natural mais mortal do estado até as enchentes de maio de 2024.
Extratropical -
Fevereiro de 2024 · costa do RJ
Akará
Tempestade tropical em alto-mar, a leste-sudeste do Rio de Janeiro, com ventos de cerca de 85 km/h. Primeiro nome da nova lista da Marinha. O sistema precursor trouxe chuva forte à Baixada Fluminense.
Tempestade tropical -
14 a 16 de dezembro de 2024 · RS e Uruguai
Biguá
Formou-se junto à costa do RS e do Uruguai. Rajadas acima de 80 km/h em Porto Alegre e cerca de 230 mil imóveis sem energia no estado.
Tempestade subtropical -
Março de 2026 · alto-mar
Caiobá
Tempestade subtropical que se formou a cerca de 900 km da costa do RJ e do ES, sem impactos em terra. Terceiro nome da lista atual.
Tempestade subtropical
O que esses eventos ensinam
- Chuva mata mais que vento. Os ciclones mais mortais da lista, em 2023, foram os que trouxeram chuva extrema, e não os de vento mais forte.
- Nome não é sinônimo de perigo. Tempestades nomeadas como Iba, Akará e Caiobá passaram em alto-mar, enquanto ciclones extratropicais sem nome causaram as maiores tragédias.
- Os alertas funcionam quando são seguidos. Desde 2024, a Defesa Civil envia alertas automáticos para todos os celulares da área de risco. Veja como funcionam.